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| 12/07/2007 |
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| Alunos de Santos vencem Jogos de Negócios da FGV |
Alunos da pós-graduação em Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV), em Santos, venceram o duelo contra alunos de outros conveniados da FGV no Brasil nos Jogos de Negócios, disciplina que simula a atuação dos alunos como donos de uma empresa fabricante de computadores. Outro grupo santista foi o terceiro melhor colocado na disputa que também envolveu alunos da FGV carioca. "Nossos alunos sempre tiveram bons desempenhos nessa disputa sadia", relata Nilson Cortez Junior, professor da disciplina em Santos.
Os Jogos de Negócios utilizam um software de simulação empresarial contratado pela Fundação Getulio Vargas, o Strategy, que já foi utilizado por mais de dez mil pessoas, entre estudantes da FGV e grandes empresas. O objetivo é fazer com que os alunos usem toda a experiência adquirida ao longo dos três primeiros anos de curso na prática, sentindo a reciprocidade do mercado.
Os estudantes são divididos em grupos, que herdam a mesma empresa, com o mesmo resultado e com o mesmo histórico de quatro anos. Ela é especializada na fabricação de desktops, laptops e workstations. Como diretores da empresa, os alunos precisam estabelecer suas estratégias com base em quatro grandes pontos: o preço da ação, retorno sobre patrimônio líquido, o market share e a lucratividade. "Os grupos pontuam o que, na opinião de cada um, é mais interessante. Quem optou por ter maior lucratividade ao longo do semestre terá uma estratégia diferente de quem escolheu o market share como o grande foco. Em resumo, as equipes devem estar bem alinhadas com as suas estratégias", conta o professor.
Ao final de cada um dos oito períodos do jogo, os alunos precisam tomar uma decisão, que precisa levar em consideração a estratégia de marketing, de recursos humanos e de produção, entre outros. Os grupos definem o preço da venda dos produtos, o valor dos salários, enfim, todos os detalhes de uma empresa de verdade.
As decisões são processadas pelo Strategy, simulador que elabora relatórios gerenciais que analisam estoque, balanço, fluxo de caixa e estabelecem um ranking dos grupos. "Os alunos estão cientes de que suas empresas estão inseridas em um mercado competitivo. Eles precisam estar sintonizados com as decisões que eles tomam e também com os cenários das outras empresas com quem dividem o market share. É interessante porque avalia a reação do mercado à ação dos alunos", detalha Nilson.
A pontuação final é definida pela estratégia do grupo a partir do que ele estabeleceu como seus pontos mais importantes. Não necessariamente quem vendeu mais produtos vai ganhar o jogo.
Vitória e aprendizado
O administrador Daniel Viana Marques, 27 anos, foi o líder da equipe vencedora. Coordenador dos produtos técnicos da Quicksilver, empresa americana do ramo de surfwear, Daniel conta que os segredos da vitória foram traçar uma 'estratégia de negócio' e a criação de uma ferramenta de controle, que permitiu ao grupo, de certa forma, simular o resultado final de cada rodada do jogo. "O objetivo, é claro, era ter uma empresa lucrativa, gerando resultados positivos, com dinheiro em caixa e baixos custos operacionais. E conseguimos", comemora.
Miriam Macchi da Silva, 27 anos, funcionária da área de Gestão de Qualidade e Meio Ambiente da Caramuru Alimentos, em Santos, viu a vitória como sinônimo de ousadia. "Acredito que conseguimos a vitória devido ao excelente desempenho durante o 1º quadrimestre. Verificamos que os concorrentes eram muito tímidos na tomada de decisão e fomos mais audaciosos", relata.
Mas a vitória, naturalmente, era apenas conseqüência. O aprendizado é o que vai ficar. O engenheiro eletricista Ulysses Figueiredo de Oliveira, que também integrou o grupo vencedor, viu a disciplina como uma oportunidade única de colocar em prática os conhecimentos obtidos durante o curso, além de praticar o inter-relacionamento. "Aprender a distribuir tarefas e responsabilidades e, o principal, ouvir o que os outros têm a dizer e aprender com isso", observa. "Em qualquer empresa, própria ou de terceiros, precisamos definir que produtos vamos vender, por quanto vamos vender, quanto isto vai custar, quanto vamos gastar com a divulgação deste produto, quanto vamos gastar com o desenvolvimento de um novo produto ou serviço, quanto vamos pagar de salário aos nossos funcionários, etc, e em contra partida, vamos ter os relatórios gerenciais: como estão nossas vendas, como estão nossas despesas, como está a nossa lucratividade, etc. Esse exercício é o que conta", conclui Daniel.
Grupo "campeão moral"
A turismóloga Sylvia Cerávolo fez parte do grupo que conquistou a terceira colocação nos Jogos. No entanto, seu grupo teve o mérito de ter a empresa 'mais saudável' ao fim da competição. O que separou o grupo da vitória foi uma decisão tomada na quarta estratégia. "Optamos por mudar a estratégia, retirando 'peso' de valor de ações e apostando em aumento de vendas e participação de mercado", conta Sylvia, mas sem lamentar. As lições contam mais do que a própria competição saudável, como enfatiza o engenheiro Carlos Fabiano Lourenço Rodrigues, responsável técnico de projetos da Huka Engenharia. "Tudo simula muito bem um ambiente real. Todos se preocupam como se realmente estivessem administrando a empresa, como se nosso dinheiro e carreiras realmente estivessem em jogo", comenta.
A opinião é compartilhada pelo engenheiro de produtos da General Motors, Rafael Ribeiro Campos Vilasboas. "A competição com turmas de outras cidades estimulou muito nossa capacidade de análise de decisão, visto que em toda rodada do jogo era necessário traçar estratégias, criar formas diferentes e consistentes de analisar os dados que recebíamos, tudo isso para tentar sempre estar a frente dos nossos concorrentes. Ou seja, o aprendizado acontece de forma descontraída e envolvente", avalia.
Curso
A pós-graduação em Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas é um curso destinado a estudantes que se formaram na universidade há pouco tempo. É encarado como um meio-termo entre a faculdade e o MBA. Ulysses Figueiredo vê o curso como uma excelente oportunidade de aprendizado, de fazer amizades e contatos profissionais. "A Strong tem uma boa estrutura", atesta.
Para Thelma de Almeida Ribeiro, a pós-graduação em Administração de Empresas está sendo fundamental em sua carreira. Formada em Medicina Veterinária, ela comenta que a Administração não é abordada satisfatoriamente em sua área de formação. "O resultado é que conhecendo melhor a Administração, apaixonei-me por ela e hoje estou atuando na área", conta.
Mais informações sobre o curso podem ser obtidas através dos telefones 0800-550590 ou (13) 3228-6001, do e-mail fgvbs@strong.com.br ou do site www.strong.com.br. As aulas acontecem no Centro Empresarial e Educacional Strong, que fica na Rua Conselheiro Nébias, 159. O local também abriga os escritórios da Petrobrás em Santos.
Equipe vencedora
Daniel Viana Marques
Amanda Cristina de Campos Chaves
Daniella Alexandre Souto
Miriam Macchi da Silva
Vanessa da Cruz Florêncio
Ulysses Figueiredo de Oliveira
Terceiro lugar
Ana Lívia Carlos Remigio da Silva
Carlos Fabiano Lourenço Rodrigues
Maria Sylvia Cerávolo Ribeiro de Caíres
Thelma de Almeida Ribeiro
Rafael Ribeiro Campos Vilasboas |
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